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sábado, 10 de novembro de 2012

Acreditar



 
Acreditar que a tormenta passará. Que se abrirá um céu azul cheio de paz... Acreditar que após uma noite escura de vigílias, há de nascer um dia lindo, brilhante e promissor.
...
Depois da lágrima chorada na despedida, o regresso há de colorir de sorrisos a saudade.
Depois da briga, a reconciliação. Depois do ódio, o perdão. Depois da batalha perdida, uma nova luta. Depois da queda, um novo passo
. Depois do barulho, o silêncio.
Acreditar num depois faz o homem... a mulher caminharem. Mesmo cansados, mesmo desiludidos. Grande é o homem... a mulher que não se deixam abater pelas tormentas do dia. Feliz o homem... da mulher que acreditam, mesmo decepcionados.
Uns caminham machucando e outros machucados. Em meio a tanta mentira, há os que acreditam. Em meio a tanta covardia, há os que enfrentam as derrotas sem esmorecimento. Depois dos campos queimados, a volta do verde.
Nas árvores despidas, a nova folhagem e o matriz das flores. Tudo se renova quando se acredita no caminho, no objetivo e naquilo que se propõe a fazer. O melhor depois, é quando se tem a consciência de um dever cumprido com responsabilidade e amor.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um casamento pode sobreviver a uma traição?

 


A infidelidade pode surgir no meio de uma relação, e por vezes “quase” silenciosamente. Recuperar deste tipo de acontecimento pode ser um processo doloroso emocionalmente e muito trabalhoso. Contudo, para recuperar da traição, é necessário que ambos estejam no mesmo caminho: busca da confiança e a reconciliação da relação.

Para recuperar o casamento d
a traição é necessário, antes de mais, que a pessoa que mantém uma relação extraconjugal a acabe, e também que esteja determinada a lutar pela relação, estando disposta a responder às questões da outra pessoa de forma totalmente honesta. A pessoa traída deverá ser capaz de conseguir pôr de lado a raiva, o sofrimento e a sensação de insegurança, e iniciar um processo de perdão. Ambos deverão tentar perceber o que levou à existência de uma infidelidade dentro do casamento, e tentarem acima de tudo, sarar a relação. Para começarem este processo, terão de voltar a cultivar laços de confiança, e isso envolve um processo que pode ser moroso, mas jamais impossível.

É extremamente importante que antes de mais façam um esforço real para comunicarem, ouvindo e exprimindo os sentimentos começando sempre as frases com “Eu senti…” “Eu sinto…”, este tipo de abordagem é fulcral para conseguirem um canal de comunicação aberto, visionando um futuro promissor. De outra forma, prolongar o ressentimento ou pensar em vingança em vez de pensarem no futuro a dois, e em como lá chegar incluindo os passos necessários para o fazerem, não é um caminho que conduza ao êxito da relação. Devem sim, estar dispostos a sarar a ferida aberta pela infidelidade.

Para a pessoa que traiu
Será difícil, terá de saber lidar com os sentimentos e questões da outra pessoa. Terá de decidir se pretende de facto continuar com a relação e se está na disposição de dar tempo da relação sarar e da outra pessoa perdoar, pois este processo poderá demorar anos…

Deve terminar o caso, ontem!
Se ainda não o fez, deverá de terminar o caso amoroso já! Deve fazer um compromisso que implique eliminar qualquer contacto com a pessoa com a qual teve o caso extraconjugal. Se trabalhar com essa pessoa, considere mudar de emprego.

Responda sempre a “quase” todas as questões
A pessoa que foi traída vai querer saber tudo: como aconteceu, porque aconteceu, onde aconteceu, como o conseguiu fazer,… Responda a tudo, seja uma pessoa sincera e seja um livro aberto acerca da sua vida; e saiba que de agora em diante terá de responder a tudo acerca da sua vida, esta é uma consequência natural, e poderá durar anos – contudo se pretende que a pessoa traída volte a confiar em si esta é a melhor forma de o fazer. A única coisa à qual não é aconselhável responder são questões acerca de pormenores sexuais íntimos, pois esse tipo de respostas em nada contribui para o sarar da relação.

Mostre empatia à pessoa que traiu
Como pessoa que traiu deve provar que de facto está arrependida. Para tal deverá demonstrar empatia e compreensão para com a pessoa traída, pois a pessoa traída irá certamente sofrer com a traição e irá demonstrar essa dor. A pessoa traída irá chorar, gritar, sentir-se culpada, frustrada e irá exteriorizar esses sentimentos; esses sentimentos devem ser aceites e compreendidos por si: para isso coloque-se no lugar da outra pessoa e tente imaginar o que sentiria. Nunca julgue a pessoa ou seja condescendente para com os seus sentimentos, se não tem nada de bom a dizer então não diga nada, oiça apenas. Mantenha a linha de comunicação aberta, ouça e converse, não importa o tempo que isso levará.

Dê tempo ao tempo
Não espere o perdão hoje. Não é possível confessar uma traição e esperar que a outra pessoa rapidamente lide com isso e cure as feridas abertas por esse acontecimento. É necessário respeitar o tempo inevitável para que a pessoa se sinta curada, e não adianta querer que este processo de recuperação seja mais rápido, ou sequer negar o tempo necessário para que ambos consigam ultrapassar o problema. Mesmo meses depois da pessoa traída ter sabido da traição, certas questões e sentimentos devem ser esperados, por vezes anos depois, deverá estar sempre pronto(a) para responder às questões colocadas pela pessoa traída (independentemente de há quanto tempo aconteceu), e deverá estar sempre disposto(a) a ouvir e a presenciar as suas reações mesmo que já pareçam não ter sentido.

Responsabilize-se com sinceridade
Pedir desculpas é sempre básico e nunca deve ser evitado, afinal quando se trai magoa-se alguém, e o mínimo que se pode fazer é pedir desculpas pelo sucedido. Culpar a pessoa que foi traída, pela sua infidelidade, não é solução, pois a culpa nunca será algo que leve a relação a bom porto. Como pessoa que traiu deverá mostrar arrependimento sincero e remorsos, para que a outra pessoa perceba a genuinidade dos seus sentimentos. A pessoa que traiu deverá renovar de vez em quando o compromisso de não trair, para que a outra pessoa sinta que existe realmente um empenho em preservar uma relação especial.

Para a pessoa traída
A desilusão, a raiva, a surpresa, estes sentimentos são muito comuns, contudo, tudo depende da sua personalidade. Se o que verdadeiramente interessa é sarar a relação e seguir a vida a dois, é importante acabar com as mentiras. E focalizar-se nesta ideia é a melhor forma de ultrapassar esta fase.

Se quer saber pergunte
Quer saber detalhes, factos, …, então pergunte à outra pessoa; se ela estiver verdadeiramente interessada em reparar a relação, ela irá contar. Contudo, certos detalhes como os pormenores sexuais, devem ser evitados e não fique ressentido(a) se não os souber, pois em nada contribuirão para sarar a relação, podendo ser por vezes devastadores. Contudo, saber quantas vezes se encontraram, onde o faziam, quanto tempo durou, como tudo começou, que dinheiro foi gasto, são tudo questões às quais poderá querer saber as respostas, e se a outra pessoa estiver empenhada em reconstruir a relação, deverá ser sincera nas respostas. As respostas a estas questões também poderão ajudar a desculpar a outra pessoa pelo acontecido, e a ajudarem a compreender que na realidade a relação tinha problemas, senão isto não teria acontecido.

Não exagere na raiva enquanto está a fazer as questões
Querer gritar, ficar furioso(a), chorar desalmadamente, são grandes reações que a longo prazo podem não ajudar a chegar ao pretendido: reparar a relação. No entanto, no momento em que se descobre é comum estas reações surgirem espontaneamente, mas quando se passa à parte de tentar perceber o porquê, estas emoções já não ajudam muito. Porém, a pessoa que traiu deve aceitar e compreender estas emoções e nunca deixar que elas se sobreponham ao mais importante: passar esta fase e reiniciar uma nova. Se algum de vocês estiver muito perturbado para seguir a conversa então o ideal é interrompê-la e passarem-na para o próximo dia, onde estarão mais calmos e mais racionais.

Restrinja o tempo da conversa
Depois do dia da descoberta da infidelidade, limite o tempo da conversa e das questões acerca da traição a cerca de 20, 30 minutos por dia. Este assunto não deve tornar-se na obsessão da sua vida, e embora deva ser conversado, o seu tempo deve passar a ser limitado. Contudo para que não existam ressentimentos, vá sempre conversando, dia-a-dia, mas não deixe que isso se torne obsessivo.

Prepare-se para as recaídas
Por mais que as coisas pareçam determinadas a correr bem na relação, por vezes surgem momentos em que por um pormenor qualquer tudo volta à cabeça, e o ressentimento para com a pessoa que traiu ressurge; neste caso deve manter-se focalizado(a) na reconciliação e no presente com vista a um futuro promissor.

Converse sobre os seus sentimentos
Converse sobre as suas inseguranças, acerca do futuro da relação, sobre a sua tristeza, sobre a sua frustração… não se iniba de dizer o que sente. Comece sempre as frases com “Eu sinto que…”, é uma ótima forma de conseguir expor os seus sentimentos genuinamente, de curar a ferida que a relação sofreu e também a sua própria ferida provocada pela traição. Não perdoe hoje. Dê tempo ao tempo, perdoar já, pode não ser a melhor solução, resolva os seus sentimentos e dê tempo a si mesmo(a) para se curar.

Peça ajuda
Nem sempre se consegue resolver uma traição dentro do seio do casal. Por vezes pode ser de grande ajuda fazer terapia de casal para compreender o porquê de ter surgido a traição, e para ajudar ambos a ultrapassar este momento. Pessoalmente, deve também fazer terapia para ajudar a ultrapassar esta fase na sua vida, e para que ela não deixe mazelas, que mais tarde serão difíceis de resolver.

Distraia-se
Saia com amigos, faça coisas que lhe dêem prazer, seja uma pessoa ativa e recuse-se a ter pena de si mesmo(a). Aproveite para ter momentos que lhe proporcionem bem-estar e autoestima.

Perdoe, quando sentir que perdoou
Esquecer é diferente de perdoar, certamente nunca irá esquecer a traição, mas perdoar poderá fazê-lo; todavia só o deve fazer apenas o deve fazer quando sentir que esse sentimento é legítimo. Quando assim suceder, diga-o em voz alta: “Eu perdoo-te a traição!”. Quer seja à pessoa que traiu, quer seja a si mesmo(a), diga-o sempre em voz alta, contudo apenas quando sentir que está preparado (a) para o fazer.

Se realmente se comprometerem em lutar pelo casamento, a relação terá uma grande hipótese de sobrevivência e até de se tornar ainda mais coesa.

De :http://anossavida.pt/artigos/como-sobreviver-traicao

As aparências enganam.

 

Não julgue as pessoas, você não sabe qual é a realidade delas...

Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado a uma cirurgia de emergência. Ele respondeu ao chamado, o mais rápido possível, mudou de roupas e foi diretamente para o bloco cirúrgico. Ele encontrou o pai do menino indo e vindo na sala de espera do médico. Depois de vê-lo, o pai gritou:


"Por que você tomou todo esse
tempo para vir, não sabia que a vida de meu filho está em perigo... você não tem senso de responsabilidade??"

O médico sorriu e disse: "Desculpe, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a chamada... E agora, eu gostaria que você se acalma-se para que eu possa fazer o meu trabalho"


"Me acalmar? E se fosse seu filho quem estivesse nesta sala agora, você estaria calmo? Se o seu filho fosse agora o que estivesse morrendo?" Disse o pai irritado


O médico sorriu novamente e respondeu:. "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia "Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus" Os médicos não podem prolongar a vida. Vou interceder por seu filho, vamos fazer todo o possível pela graça de Deus "


"Dar conselhos quando não estamos em situaçao é tão fácil", murmurou o pai.


A cirurgia levou algumas horas, depois que o médico saiu feliz, "Graças a Deus! Seu filho está salvo!"


E sem esperar por uma resposta do pai, com muita pressa olha para o relógio e foge. Ao mesmo tempo que vai, ele disse: "Se você tiver alguma dúvida, pergunte a enfermeira!"


"Por que é tão arrogante? Não podia esperar mais alguns minutos para eu pedir mais informações sobre o estado do meu filho"


E a enfermeira, cheia de lágrimas pelo seu rosto:


"O filho do Dr. morreu ontem em um acidente de estrada, o médico estava no cemitério quando você chamou para realizar a cirurgia do SEU FILHO. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele correu para terminar o sepultamento de seu filho."


Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe nada sobre a vida dessa pessoa e o que está acontecendo na vida dela.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

HEROINAS

Heroína - adjetivo. Feminino de herói. Quer dizer: pessoa extraordinária por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
O Brasil tem suas heroínas. Algumas que se destacaram por sua coragem de perseguir seus próprios sonhos, vencendo num mundo de homens.
Guerreiras outras, como a catarinense Anita Garibaldi, que viveu no século XIX. Durante a Revolução Farroupilha, no então Estado de São Pedro do Rio Grande do Sul, ela se uniu a Giuseppe Garibaldi, que a introduziu na revolução.
Lutou no Brasil. Depois, lutou pela unificação e libertação da Itália, morrendo antes de completar 30 anos.
Ou como Maria Quitéria Medeiros que, nas lutas pela Independência do nosso país, tomou o uniforme de soldado e se alistou com nome masculino.
Quando, dias depois, foi encontrada pelo pai, o oficial não permitiu que ela fosse por ele levada de volta para casa.
Ela era um soldado de valor e um exemplo de bravura. Chegou a ser promovida a alferes.
Quando finalmente, foi dispensada, recebeu uma carta de recomendação do próprio Imperador, a fim de que não viesse  a sofrer qualquer sanção por parte do pai.
Mulheres. Heroínas. Como Zilda Arns, promotora da paz. Médica pediatra e sanitarista, fundadora da Pastoral da criança e da pessoa idosa.
Uma ideia geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar.
Não pães e peixes, como Ele fez, mas multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.
Multiplicar o saber, repassando às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a alimentação adequada.
Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve alcançar as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai. Tentar salvar a criança desnutrida, quase agonizante.
Multiplicar esforços, envolvendo políticas públicas, ONGs, grupos de base, empresas. Enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem.
Mas, antes de tudo, multiplicar a boa-vontade generosa.
E a grande promotora disso tudo foi Zilda Arns. Morreu longe do seu país, que tanto serviu.
Morreu amando seus irmãos, no terremoto do Haiti, no dia 13 de janeiro de 2010, em Porto Príncipe.
Fora ali para servir aos irmãos mais distantes. Jesus decidiu chamá-la para o Seu Reino.
Heroínas. Quantas mais poderíamos enumerar?
Mas desejamos lembrar as mais anônimas e esquecidas. As que dão à luz a muitos filhos.
E os sustentam. Mulheres que saem de casa quando a madrugada as cumprimenta, para enfrentar longa jornada de trabalho.
Canavieiras, faxineiras, atendentes, executivas. Mulheres de mãos calejadas. Mulheres muito alinhadas.
Esposas e mães que, depois de enfrentarem horas de serviço remunerado, ainda têm tempo para amar.
Têm tempo para serem mães, esposas, filhas, irmãs.
Mulheres que alimentam bocas famintas, que trocam fraldas, que ensinam os reais valores da vida.
Heroínas. Anônimas. Silenciosas, perseverantes.
Promotoras da paz, da vida, do progresso.
Heroínas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SITIO CALDEIRÃO

Esta postagem foi-me enviado como comentário do Blog SOS - DIREITOS HUMANOS. Achei muito importante e aqui coloco na página principal.As imagens foi retirado do Blog Fredson Paiva.


DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA



No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.



A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.





QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Apontamentos




Quanto tempo casto gasto pra fazer o verso. Que só faço quando lasso enlaço a lua? Quantas rimas primas principio do precipício. Mas antes do fio o poema já chegou ao fim? Quantos rostos toscos ponho face a face. Com o espelho do Evangelho e nasce um beijo? Quantas palavras gastas no cio e no silêncio. Mas quando balbucio crio uma orgia de almas? Quantas histórias desbotadas pela tinta da memória. Repinto num pedaço de papel de mim poeta? Quantos músculos exaustos gesticulo e pulo. Por cima do mais alto muro que não cerca a poesia? Quantos livros em branco arranco as páginas. E preencho com romances dignos de Dostoiévski? Quantos títulos vitalícios invento sem intento. De me tornar autor de clássicos de qualquer espécie? Quantas estrofes esquizofrênicas saltam dos meus dedos... Longos longe de eu ser uma Cecília Meireles? Quantos cantos eternos, efêmeros ou meros.Alexandrinos miro sem a mira de um Dante ou Homero? Quantos decassílabos esmiúço amiúde e jamais. Pude comparar-me um centímetro com Vitor Hugo? Quantos heterônimos reais recriei ao meu redor... Fingindo para mim mesmo que eu paria Pessoas? Paro aqui estas interrogações quase infinitas... E aborto o poema, ou repontuo-o de vãs exclamativas? ( Ramúcio, Pedro, Obra: Ponto e Vírgula) 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

POLITICAS E MENTIRAS

A POLITICA É UMA DAS ATIVIDADES MAIS NOBRES E IMPORTANTES DA EXPERIÊNCIA HUMANA. É POSSÍVEL QUE ALGUNS DOS NOSSOS LEITORES, ACOSTUMADOS A MINHAS ABORDAGENS VOLTADAS PARA QUESTÕES ESPIRITUALISTAS POSSASM ESTRANHAR UM TEXTO COM ESSE ENFOQUE. NA VERDADE, NÃO HÁ PORQUE ESTRANHAR.


NÃO HÁ INCOMPATIBILIDADE ENTRE ENFOQUES DE NATUREZA ESPIRITUAL E QUESTÃO POLÍTICA, DESDE QUE VENHAMOS A MANTE-LA EM PATAMAR ELEVADO,DENTRO DE UMA VISÃO CONCERNENTE À SUA INFLUENCIA NA VIDA DAS PESSOAS.



SER ESPIRITUALIZADO NÃO SIGNIFICA ALIENAR-SE DAS COISAS DA TERRA, SOBRETUDO,QUANDO SE REFERE A IMPORTÂNCIA DE QUE CADA AÇÃO HUMANA SE REVESTE JUNTO À COLETIVIDADE. A MEDIDA EM QUE CRESCEMOS POR DENTRO PODEMOS ENXERGAR MELHOR O COMPROMISSO QUE SE TEM JUNTO À SOCIEDADE HUMANA. E ESSE COMPROMISSO SE ESTENDE EM EXEMPLIFICAR O AMOR À VERDADE.



VEJAMOS O NOSSO PAÍS. RICO DE POSSIBILIDADES E,NO ENTANTO,CONVIVEMOS COM A AUSENCIA DA VERDADE NA INTIMIDADE DO UNIVERSO DA POLÍTICA. MANIPULA-SE UM FATO DE ACORDO COM INTERESSES SÓRDIDOS E VIOLA-SE O MAIS COMEZINHO DEVER PARA COM A RETIDÃO. SEI QUE DEVO PARECER INGÊNUO PERANTE OS QUE JÁ SABEM,SOBEJAMENTE,QUE HÁ MUITO A POLÍTICA ENCONTRA-SE MANCHADA POR NEFASTOS ATOS. MAS TEIMO EM TRATAR DE RETIDÃO NESSE SETOR EXATAMENTE POR ENTENDER E ACREDITAR QUE A LEI DO PROGRESSO AGE EM TODOS OS SETORES DA ATIVIDADE HUMANA.


SE É UMA SIMPLES PESQUISA DE INTENÇÃO DE VOTOS,OCORREM COISAS ESCABROSAS PARA BENEFICIAR ESTE OU AQUELE CANDIDATO. E A INSTITUIÇÃO QUE SERIA SALVA-GUARDA DO PROBLEMA PARECE FAZER VISTA GROSSA.



FALA-SE O QUE NÃO SE SENTE E VENDE-SE GATO POR LEBRE. A MELHOR MANEIRA DE SE SUPERAR TUDO ISSO É O INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO,QUE PERMITIRÁ O SURGIMENTO DE UM ELEITORADO COM MATURIDADE POLITICA E SENSO CRÍTICO,O QUE DIFICULTARÁ AS MANIPULAÇÕES, OS ENGODOS E A DESFAÇATEZ



MAS, SERIA ESSE O MOTIVO PRINCIPAL QUE FAZ OS GOVERNANTES NÃO INVESTIREM NA EDUCAÇÃO DE SEUS ELEITORES? NÃO SERIA O MEDO QUE ELES,ENFIM, NÃO ACEITASSEM MAIS MITOS - DE DIREITA OU DE ESQUERDA - E VIESSEM A COBRAR O RETORNO DOS IMPOSTOS PAGOS COM TANTA DIFICULDADE OU POLÍTICAS PÚBLICAS SINCERAS DE CUNHO EFETIVAMENTE DE EMANCIPAÇÃO SOCIAL?



NINGUEM DETERÁ A LEI DO PROGRESSO. CREIO QUE CHEGARÁ O TEMPO DOS MAIS MORALIZADOS ASSUMIREM O COMANDO NA CIVILIZAÇÃO, POR MAIS DIFÍCIL DE ACREDITAR QUE POSSA PARECER. ENQUANTO ISSO, OS QUE ALMEJAM SEREM BONS NÃO DEVEM SE OMITIR, AGINDO COM SERENIDADE E FIRMEZA, NA DEFESA DOS VALORES MAIS RESPEITÁVEIS DA ÉTICA HUMANA. E CUMPRINDO O SEU DEVER DE CIDADÃO.
 
TEXTO: FREDERICO MENEZES

LIBERDADE E VERDADES...

O grande escritor russo Leon Tolstói foi um exímio construtor de frases que ilustraram, com perfeição, a profundidade de seus pensamentos. Ressalto uma de suas elaborações magníficas pela propriedade que tem de ligar-se ao pensamento de Jesus em seu Evangelho de plenitude:



"Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade mas, sim, a VERDADE. A liberdade não é um fim mas uma consequencia" - Tolstói.

Recordamos o "Conhecereis a verdade e esta vos tornará livre". Ora, será que alcançamos a dimensão desses pensamentos? Entendemos a poderosa força da verdade como elo ou ponte que nos levará a verdadeira liberdade? De que liberdade falamos?


Muitos estão aparentemente livres no mundo exterior, no entanto, permanecem trancafiados no interior, prisioneiros de angustias e de remorsos, escravos de degradações e indiferenças...Ser livre no universo intimo é alcançar maior nível de limpidez de consciencia. Afinal, o que são as enfermidades senão a drenagem de máculas internas externando-se, energia conturbada, em forma de tumores e inflamações, distonias da alma que deprimem a defesa do corpo ?!


A liberdade é consequencia do crescimento moral do ser, amante da verdade e cada vez mais conhecedor desta. E quem ama a verdade, praticando-a, torna-se cada vez mais digno da grandeza inerente à liberdade. Quando nos revestimos do engodo e da mentira já estamos presos a ela, sumetidos a seus efeitos e acoplados a quem enganamos. Temos receio da própria mentira, do que ocorrerá se descoberta como tal. Nada mais sombrio que o coração assustado pelos fantasmas da propria falsidade.


Os espiritos superiores nos informam que a medida que nos desenvolvemos espiritualmente amplia-se a liberdade de singrarmos o espaço ilimitado. A liberdade na vida infinita é condicionada às luzes adquiridas pois isto implica maior senso de responsabilidade e um perigo sempre menor de que venhamos a ferir o equilibrio da Lei. Porisso, para não interferir negativamente nas sociedades mais avançadas moralmente é que não podemos, na vida livre da alma após a morte, ir para qualquer mundo ou muito menos permanecer em círculos mais enobrecidos, em cujo ambiente poderíamos disseminar distonia.


A verdade consolida os saltos da consciencia no rumo da plenitude. E quanto maior consciencia e harmonia desta para com as soberanas Leis Universais, maior a sensação e o conhecimento da liberdade.


Na linguagem apostolar desse grande escritor da Rússia antiga, o "pecado" é prisão que detem o pecador nos ambientes onde delinquiu : nos mundos ou sociedades atrasadas e no campo da vida intima, que não lhe deixa negar a própria prisão.
 
Texto: Frederico Menezes

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MULHERES

Mulheres
(Edson Marques)

Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza. Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo. Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las
 em deusas. Tenho">em deusas. Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma. O belo amor natural de todos os corpos e almas e coisas do mundo. Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante. 


Eu as respeito e as venero, com a graça de um cisne satisfeito nadando num lago tranqüilo e a ousadia de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que possam sonhar, e procuro suavemente entrar no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções, as loucuras. E como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, eu entro então no coração de cada uma delas, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos e cada vez me espanto mais com tanta fantasia, com tanta formosura. Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e eu preciso mais do que isso para compreendê-las.
 

Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe. Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa. E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade -- incondicionalmente. Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias. Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas, e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas, as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes, e as nem tanto. Desde que sensíveis, eu amo as jovens, as velhas, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas, e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo, e, principalmente, a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um orgasmo cósmico e sublime, poeticamente.
 

Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco, olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria elas eternamente — Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência. Entusiasmado, como se fossem únicas. Como se no mundo inteiro não houvesse mais nada, nem ninguém.
 


Todas as noites, passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias românticas, as veria dormir. Ao som de Vangelis, velaria por um tempo o sono delas, e de madrugada, antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse.
 

Enfim, se fosse Deus, eu com certeza não mais cuidaria do universo e dessas coisinhas banais. Não iria ficar controlando o destino das pessoas, o tempo, a pressa, os compromissos, as horas, o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, a Internet, a geografia... Não!
 

Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem. E como nunca foram amadas.
 

Só isso, definitivamente. Nada mais, nada mais!

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Essa é minha singela homenagem a todas as mulheres.
Tom Coração de Pedra

HOJE RECEBI ROSAS

HOJE RECEBI FLORES



MAIO


Hoje recebi flores!
Não é o meu aniversário
ou nenhum outro dia especial;
tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite,
ele me disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse a sério,
porque ele me enviou flores hoje.
Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.



JUNHO


Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me.
Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos nós acordamos
e descobrimos que não é real.
Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que está arrependido
porque ele me enviou flores hoje.
E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.



JULHO


Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar
os cortes e golpes que me ocasionou desta vez.
Não pude ir ao emprego hoje
porque não queria que se apercebessem.
Mas eu sei que está arrependido
porque ele me enviou flores hoje.
E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia.



AGOSTO


Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior.
Se conseguir deixá-lo, o que é que vou fazer?
Como poderia eu sozinha manter os meus filhos?
O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar.
Mas eu sei que está arrependido,
porque ele me enviou flores hoje.



SETEMBRO


Hoje é um dia muito especial: é o dia do meu funeral.
Ontem finalmente ele conseguiu matar-me. Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos tivesse tido a coragem e a força para o deixar...
Se tivesse pedido ajuda profissional...
Hoje não teria recebido flores!






Por uma vida sem violência
Partilhem esta mensagem...
Para criar consciência.

Não podemos deixar que continue.
É uma realidade muito triste.


PARA QUE SE TENHA RESPEITO PARA COM A MULHER É BÁSICO QUE SINTAM O AMOR
QUE TEMOS PARA COM ELAS,
 
JÁ QUE DELAS NASCEMOS...



Morrem 5 Mulheres por mês
vitimas de maus tratos!
Mulheres lembrem-se,
 
é vital ultrapassar o sentimento
de culpa e DENUNCIAR. 


VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES...

MINHA REVOLTA AO HOMEM COVARDE QUE USA A FORÇA PRA FAZER PREVALECER O CODINOME DE MACHO.


O que é violência contra a mulher?



 (...) violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.



“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...”



A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras.”



De onde vem a violência contra a mulher?



Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.

Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.



Por que muitas mulheres sofrem caladas?



Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.

Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.




Tipos de violência



Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.


Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.


Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.


Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).


Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.


Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos qu

e constituem essas sociedades.


Violência intrafamiliar/violência doméstica - açontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.


Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.


Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.


Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.


Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.
Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, a sedução, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.



Homens e a violência contra a mulher



A violência é muitas vezes considerada como uma manifestação tipicamente masculina, uma espécie de “instrumento para a resolução de conflitos”.

Os papéis ensinados desde a infância fazem com que meninos e meninas aprendam a lidar com a emoção de maneira diversa. Os meninos são ensinados a reprimir as manifestações de algumas formas de emoção, como amor, afeto e amizade, e estimulados a exprimir outras, como raiva, agressividade e ciúmes. Essas manifestações são tão aceitas que muitas vezes acabam representando uma licença para atos violentos.



Existem pesquisas que procuram explicar a relação entre masculinidade e violência através da biologia e da genética. Além da constituição física mais forte que a das mulheres, atribui-se a uma mutação genética a capacidade de manifestar extremos de brutalidade e até sadismo.
  

Outros estudos mostraram que, para alguns homens, ser cruel é sinônimo de virilidade, força, poder e status. “Para alguns, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor como homem”, afirma a antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa das Violências na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.


O custo econômico da violência doméstica

  
Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:



· Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.



· A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.



· O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.



· Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.



· Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.



· No Canadá, um estudo estimou que os custos da violência contra as mulheres superam 1 bilhão de dólares canadenses por ano em serviços, incluindo polícia, sistema de justiça criminal, aconselhamento e capacitação.



· Nos Estados Unidos, um levantamento estimou o custo com a violência contra as mulheres entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.



· Segundo o Banco Mundial, nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.



· Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.