O aborto é dividido em duas partes:
Aborto Espontâneo – também chamado de aborto involuntário ou “falso parto” tem origem genética, ou embriões portadores de anomalias no código genético que determina as características físicas e hereditárias do individuo, alem, de mal formação uterina, útero infantil, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibromas, infecção do embrião, miomas ou CA avançados, etc..
• 1- Causas Uterinas:
• MALFORMAÇÕES: Algumas mulheres apresentam já ao nascimento, malformação uterina variadas, como o chamado útero septado e útero infantil. Os dois casos são de fácil diagnostico, sendo que no primeiro, o tratamento cirúrgico é a opção de escolha. Já o caso do útero infantil apresenta tratamento mais complicado e longo, utilizando-se medicamentos variados.
• MIOMAS: Miomas uterinos podem determinar abortamento de repetição, quando deformam significativamente o útero ou apresenta localização “caprichosa”, a impedir a adquada implantação do embrião e seu conseqüente desenvolvimento. A cirurgia representa o principal tratamento nos casos bem caracterizados.
• INSUFICIENCIA DO COLO UTERINO: O colo uterino é a porção do útero que conecta a vagina. Normalmente, ele permanece fechado(ou quase) durante a gestação, vindo a se dilatar sobre este órgão (curetagem, cirurgia), exibem perdas gestacionais de repetição pela sua dilatação prematura. São perdas que geralmente ocorrem a partir do quarto mês de gravidez, na ausência de dor ou sangramento importante, frequentemente com eliminação do feto vivo.
• INSUFICIENCIA LÚTEA: O corpo lúteo é uma estrutura normalmente formada no ovário após a ovulação e que se responsabiliza pela secreção do hormônio progesterona, É este hormônio, que atuando no útero, vai criar condições adequadas para a fixação do embrião e manutenção da gravidez na fase inicial. São variados as condições que fazem com que o corpo lúteo não desempenhe bem o seu papel, favorecendo abortamento precoce, geralmente precedido por morte intra útero do embrião, fato que pode ser documentado através de ultra som. Existem testes específicos para este diagnostico que, quando adequadamente tratado, apresenta excelentes resultados
• CAUSAS GENÉTICAS: Doenças genéticas variadas podem determinar abortos repetitivos e morte fetal tardia na gestação. Alterações de cromossomos, na forma ou no numero, são os achados mais freqüentes, justificando pois, o estudo dos restos ovulares obtidos após completado o aborto ou realizado curetagem uterina. O cariótipo (estudo citogenético) também deve ser feito no casal para este fim.Infelizmente, nem todas causas genéticas do abortamento podem ser diagnosticada, e cariótipo normal não exclui perda por alterações genética.
• CAUSAS IMUNOLOGICAS- O nosso sistema imunológico é o responsável pela produção de anticorpos, os quais nos protegem de infecções variadas. Este sistema esta preparado para produzir anticorpos sempre que uma proteína estranha invade o nosso organismo. Entretanto, um feto no interior do útero representa uma carga genética estranha, a qual deveria ser atacada por anticorpos e finalmente eliminada, mas que é tolerada pelo sistema imune. Em condições normais, a gravidez bem sucedida parece representar um estado de “tolerância imunológica”, a qual não é bem compreendida pela medicina. Em caso de descontrole nesta “tolerância”, anticorpos maternos atuam contra o embrião a determinar sua morte e conseqüente eliminação, à maneira do que ocorre com órgãos transplantados. Atualmente dispomos de testes específicos para estes anticorpos, criando perspectivas razoáveis a boas de tratamento
• DIFUNÇÕES GRANDULARES: Várias glândulas interferem na evolução da gravidez, como a Tireóide e a Hipófise. Distúrbios neste órgão devem ser pesquisados, objetivando pronta correção.
• DOENÇAS CRÔNICAS: Algumas doenças crônicas, como Lupus e Diabetes avançados, representam causas de aborto de repetição bem documentadas. Outras condições que interfiram com a saúde geral da grávida também podem ser responsabilizadas por tais perdas. A reprodução é colocada em segundo plano por um organismo cuja integridade está ameaçada com o aborto espontâneo representando um mecanismo de auto-proteção.
• INFECÇÕES: É questionável o papel de infecções no abortamento de repetição porem, algumas infecções especificas devem ser investigadas e prontamente tratadas, em especial quando acomete o colo do útero e o endométrio (membrana que reveste o útero internamente).
• ALTERAÇÔES OVULATÓRIAS: para que haja gravidez é necessário ovulação. Quando um folículo se desenvolve no sentido de liberar o óvulo, ele o faz secretando um hormônio chamado Estradiol, o qual proporciona a preparação do endométrio para a fixação do embrião. Um endométrio bem preparado é resultado de adequado processo de maturação folicular e secreção hormonal, além de traduzir uma higiez própria (ausência de doença primaria do endométrio). Sendo assim, no estudo do abortamento habitual é imprescindível um bom estudo da função ovulatória pois, esta pode estar comprometida, seja por causas próprias do ovário ou mal funcionamento de outras glândulas.
Aborto Provocados – é interrupção deliberada da gravidez, pela extração do feto da cavidade uterina, com sérios riscos para a saúde da mulher. Podendo ser feito por um profissional ou leigo que utiliza as seguintes técnicas:
1. Aborto de dilatação ou corte – usa-se uma faca em forma de foice, dilacera o corpinho do feto que é retirado aos pedaços.
2. Sucção ou aspiração – com anestesia ou sem anestesia, é introduzido no útero um tubo ligado a aparelho aspirador, no qual vasculha todo útero, sugando o produto da concepção. O colo do útero é mobilizado por um tentáculo, e lentamente dilatado pela inserção de uma série de dilatadores cervicais. A sucção afrouxa delicadamente o tecido da parte uterina e aspira-o, provocando contrações no útero, o que diminui o a perda de sangue.
3. Curetagem – dilata-se o colo uterino e com um aparelho de metal em forma de colher (cureta), raspa-se todo útero, libertando-o do embrião, placenta e das membranas que envolvem o embrião.
4. Envenenamento por sal – aplicando anestesia local num ponto situado entre o umbigo e a vulva, no qual, a agulha irá ultrapassar as paredes do abdome, útero e da bolsa d’água, retirando o liquido amniótico, que será substituído por uma solução com sal ou uma solução de protaglandina, o feto ou bebe, sufocará com a substancia e 24h depois será expulso pela vagina, qual parto normal, devido as contrações do feto.
5. Cirurgia Cesariana – é feito tal qual quando se faz esta cirurgia quando o bebe vai nascer, com a diferença de que ao invés de receber os cuidados a um recém-nascido, ele é abandonado na lixeira até a morte.
6. Sufocamento – puxa-se o bebe para fora deixando apenas a cabeça dentro do colo uterino, já que é grande demais. Com uma tesoura dá-se um golpe em sua nuca e introduz um tubo pela abertura até o cérebro, que o sugará, levando-o a morte. Só então é que o bebe consegue ser retirado totalmente.
7. Cytotec – medicamento utilizado em pacientes em ulceras gastroduodenais, porem com alto poder abortivo porque espreme o útero até o feto ser expulso. Alem do que pode provocar uma hemorragia muito intensa ou se o feto não for totalmente expulso poderá nascer deformado.
8. Drogas e plantas – são os chás amargos e tomados em grandes quantidades que causam o aborto. Alem de tóxicos inorgânicos vendidos em farmácias e drogarias, como arsênico, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforp e vários ácidos minerais.As plantas são: absinto, abuteia, alecrim,algodaro, cipomol, esperradura etc...
9. Mini-aborto- quando a mulher está apenas com 7 semanas. Lava-se a vagina com solução anti-séptica e com uma agulga fina, anestesia em três pontos, prende-se o órgão um tipo de fórceps chamado tentáculo, uma sonda de plástico fino e flexível é introduzido no útero. A esta sonda liga-se um aparelho de sucção e remove-se o endométrio e os produtos da concepção.
Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher O método clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método moderno por aspiração uterina (método Karman) só utilizável sem anestesia para gestação de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois deste prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador elétrico.
No Brasil, o aborto voluntário será permitido quando necessário, para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez for resultado de estupro.
È desta forma que a mulher e o homem acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas desta natureza é maior, desajustam as energias psicossomáticas, com conseqüências desastrosas, implantam nos tecidos sutis da própria alma a sementeira de males que frutificaram, a longo prazo, em regime de produção a tempo certo.
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